Toxicomania

Podemos encarar a intoxicação por substâncias como algo nocivo ao indivíduo, pois o uso repetido de uma droga pode causar uma necessidade irresistível por usar sua droga de preferência, com uma tendência para aumentar sua dose, o indivíduo vai adquirindo tolerância à substância precisando de quantidades cada vez maiores para se satisfazer; causando dependência de ordem psicológica e/ou física, propiciando assim um quadro de toxicomania (OLIEVENSTEIN, 1984, p. 11).

Tendo como base teórica a abordagem Psicanalítica podemos adentrar neste trabalho e questionar o porquê de usar droga. No contexto atual, tendo como base o relato de diversos pacientes, no qual foi exposta a angústia, o descontentamento com a realidade e a condição como ser – humano, bem como todas as dificuldades relacionadas ao estar – no – mundo, pode-se supor que o uso de substâncias é uma forma de tamponar, suas angústias e suas incertezas, tão presentes na vida de qualquer um de nós.

[…] diante da falta estrutural, para compensar a perda do objeto, o sujeito pode escolher o matrimônio com a garrafa ou selecionar uma droga específica para o seu gozo – a cocaína, a maconha, o crack, o haxixe, objetos procurados para velar a falta e tamponar a angústia (MAIA, 1998, p. 109).

Estamos passando por um momento em que há uma perda muito grande de valores, no que diz respeito à transmissão das normas e leis para os jovens, por parte de algumas famílias de pais “presentes – ausentes”, onde não há diálogo ou quando este acontece é um discurso vazio e sem efeito em que há falhas na transmissão da lei da sociedade. Para Grossi e Nogueira (1998, p. 96) “A problemática lacaniana da droga se insere nessa mudança de perspectiva do lugar do pai na civilização, trazendo conseqüências na constituição do sintoma”.

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