O interesse deste trabalho é focar na terceira forma que segundo Freud, o homem desde tempos memoráveis utiliza – se para suportar o insuportável, ou seja, é a utilização de substâncias tóxicas, denominadas em nossos dias como drogas, ou Substâncias Psicoativas (SPA). As drogas tornam – se, de acordo com Freud, um poderoso ‘aliado’ no combate ao desprazer e pode – se correlacionar ao nosso tempo o grande impacto da indústria farmacêutica com seus poderosos hipnóticos, antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos, estabilizadores de humor, entre outros medicamentos capazes de aliviarem os sintomas desagradáveis. Vale lembrar a etimologia da palavra grega fármacon, cujo significado é droga.
Nesse contexto vamos nos basear nas substâncias capazes de alterar o funcionamento do nosso organismo, sendo necessário fazermos antes uma breve distinção entre as drogas lícitas e ilícitas, segundo critério de legalidade perante a Lei. Como substâncias lícitas, ou seja, permitidas pela lei, legalizadas, produzidas e comercializadas e que são aceitas perante a sociedade, podemos incluir o álcool, o cigarro (tabaco) e medicamentos como os benzodiazepínicos, por exemplo, que são remédios capazes de reduzir a ansiedade.
Já as drogas ilícitas, cuja produção e comercialização são proibidas por lei e, ao contrário das substâncias lícitas, não são socialmente aceitas. Podemos citar alguns exemplos desta categoria como a maconha, a cocaína, o crack, a heroína, o LSD, o ecstasy, entre outras.
Segundo Olievenstein (1984, p. 11) pode – se compreender por toxicomanias:
[…] uma forma de comportamento que, recorrendo a meios artificiais, “os tóxicos” ou “as drogas”, visa tanto a negação dos sofrimentos como a busca de prazeres. Trata – se, pois, de uma situação psicoafetiva estruturando-se para encontrar um estado almejado que deve funcionar como euforizante das satisfações que o indivíduo não encontra na vida cotidiana.


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